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domingo, 21 de dezembro de 2008

poemas!

desculpem por ficar tnt tempo sem postar nd pra vcs mas é que eu tava estudando e descansando um pouco da faculdade!

bem mas pra saciar o jejum de vcs ai vai uns poemas de William Shakespeare:

SONETO CV
Não chame o meu amor de Idolatria 
Nem de Ídolo realce a quem eu amo, 
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo. 
É hoje e sempre o meu amor galante, 
Inalterável, em grande excelência; 
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença. 
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; 
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento; 
E em tal mudança está tudo o que primo, 
Em um, três temas, de amplo movimento. 
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora; 
Num mesmo ser vivem juntos agora.



SONETO LXX
Se te censuram, não é teu defeito, 
Porque a injúria os mais belos pretende; 
Da graça o ornamento é vão, suspeito, 
Corvo a sujar o céu que mais esplende. 
Enquanto fores bom, a injúria prova 
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova, 
E em ti irrompe a mais pura primavera. 
Da infância os maus tempos pular soubeste, 
Vencendo o assalto ou do assalto distante; 
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita.

SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura, 
Tendo da flor a força a devastar? 
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias, 
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania? 
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca? 
Que mão pode deter seu pé veloz, 
Ou que beleza o Tempo não demarca? 
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.

espero que gostem desses poemas de um dos meus autores favoritos

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